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terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Dinâmicas: Drogas


ATIVIDADES SUGESTIVAS SOBRE DROGAS



Jogo dos balões: drogas



Objetivos:
Proporcionar uma reflexão sobre o que conhecemos sobre drogas, qual a nossa visão do problema e como podemos fazer a prevenção ao uso indevido de drogas.

Material: Sala ampla, sentar em círculo e 3 balões coloridos
Tempo: 30 minutos

Apresentação:
1. Dividir o grupo em 06 (seis) subgrupos, de acordo com o número de participantes.
2. O facilitador do grupo dará o código individualmente para cada subgrupo.
3. Para cada subgrupo será dado um balão de cor diferente.

4. Cada subgrupo receberá seu código:
Grupo 1 - código: A visão que você tem das drogas.
Grupo 2 - código: O que você sabe sobre drogas.
Grupo 3 - código: O que você pode fazer para prevenir o uso de drogas.
Grupo 4 - código: A visão que você tem das drogas.
Grupo 5 - código: O que você sabe sobre drogas.
Grupo 6 - código: O que você pode fazer para prevenir o uso de drogas.

5. O facilitador deverá passar cada código aos subgrupos, certificando-se de que um grupo não saberá o código do outro.
6. Cada subgrupo fará uso da linguagem não-verbal (sem o uso da palavra), podendo apenas utilizar mímicas e gestos aproveitando sempre o balão cheio para auxiliar o processo de dramatização.
7. Após a apresentação de cada subgrupo, abrir o grande grupo para identificar os códigos, favorecendo, assim a discussão.

Desenvolvimento:

Discussão em grupo
a) Qual a dificuldade de se explicar sem utilizar palavras?
b) O porquê da certeza de que foram entendidos.
c) Quando se deve entender e conhecer de drogas?
d) O que pode ser feito para se trabalhar a prevenção?
e) O que posso comprometer?

Cuidados e Dicas:
Se algum participante estourar um balão, este deverá ser recolocado e obedecer a mesma cor.

Fixação e Verificação da aula:
Ter proporcionado uma reflexão sobre o que o grupo sabe a respeito de drogas, seu entendimento do problema e o que o adolescente pode fazer, como estudante e cidadão, para evitar o uso.





Dinâmica:  Jornal falado

Fazer um levantamento a partir dos jornais, noticiários nas TVs, sobre a questão das drogas e provocar um debate.

a) apresentar as notícias em forma de jornal falado.
b) Solicitar dois participantes que façam: um a condenação e outro a defesa de pessoas drogadas. 
c) O grupo participa com perguntas e votará no final da discussão em forma de participação: Sou a favor da condenação porque... ou sou a favor do perdão porque....
d) O animador fará o papel de juiz. 
e) A sentença será apresentada em forma de Salmo: Sl 143, Sl 142, Sl 141.


DRAMATIZAR: UM DROGADO EM NOSSO MEIO
a) O grupo começa discutindo e escrevendo em faixas as causas que produzem o consumo de drogas e colocá-las no meio do círculo:
Ex.: - famílias fragmentadas;
• sistema econômico que gera desemprego, baixo salário, fome, miséria;
• busca de prazer sem limites;
• meios de comunicação que fomentam o hedonismo, materialismo, individualismo;
• sociedade que se estrutura sobre a competição, a insensibilidade que favorece o uso de drogas;
• o dinheiro e o poder falam mais do que a vida;
• outros...

b) Em meio a esta discussão entra uma pessoa representando um consumidor de drogas. (É bom que não seja reconhecido pelo grupo).
• Ele se coloca no meio, sentado no chão como se estivesse longe, rindo, sem sentido. Levanta e chega perto dos participantes interpelando por ajuda.
c) Alguém do grupo tenta colocá-lo para fora. O personagem resiste, porém aceita sair da sala, mas volta trazendo a Palavra de Deus e lerá o texto: Mc 10, 46-52.
d) O animador do grupo pergunta:
• O que sentimos?
• Qual a nossa reação diante de uma pessoa dependente, seja de álcool, droga, cigarro, medicamentos?
• Por que facilmente rejeitamos estas pessoas?
• Quais as atitudes de Jesus diante do cego e que atitudes ele teria, hoje, diante dos consumidores de drogas?

e) Reunir-se em pequenos grupos para serem discutidas algumas propostas práticas de como ir ao encontro dos que são viciados em alguma droga, existentes na comunidade.
Que estas propostas não sejam apenas individualizadas, mas possa chamar atenção da problemática dos órgãos públicos, famílias, instituições etc...




 CARTAS INFORMATIVAS

Objetivo: Ofereceu informações básicas sobre o tema de prevenção ao uso indevido de drogas.
Duração: 1 hora.
Material: Cartões informativos.
Desenvolvimento:
Distribuição de cartões, alguns com respostas e outros com perguntas.
Procurar a pessoa que tem a ficha que complete o seu cartão (Resposta: Pergunta).
Apresentação das duplas e o instrutor vai completando as reformações.


 CARTÕES _ PERGUNTAS E RESPOSTAS
1 _ O que são drogas?
R _ São produtos que o homem vem utilizando no decorrer da história para produzir alteração do seu humor, da sua mente e das suas sensações.
2 _ Que fatores interferem na qualidade e na intensidade das alterações psicológicas que as drogas causam?
R _ As alterações psicológicas variam de acordo com o tipo e a quantidade de droga, as características de quem as ingere, as expectativas que se tem sobre seus efeitos e o momento em que são ingeridas.
3 _ Que tipo de drogas existem?
R _ Existem as drogas lícitas (álcool, tabaco, chás, alguns medicamentos,...) e as ilícitas (maconha, cocaína, LSD, plantas alucinógenas...).
4 _ Em que grupos classificam-se as drogas?
R _ Em estimulantes, depressoras e perturbadoras.
5 _ Quais são os tipos de usuários de drogas?
R _ Usuário experimentador, eventual, habitual e o dependente químico.
6 _ O que caracteriza um usuário experimentador?
R _ É aquele que experimenta a droga e não se interessa em manter o uso.
7 _ O que caracteriza um usuário eventual?
R _ É aquele que faz uso da droga ocasionalmente. Continua sua vida, com suas atividades e de vez em quando faz uso da droga.
8 _ O que caracteriza um usuário habitual?
R _ É aquele que organiza suas atividades em torno do hábito de usar drogas.
9 _ O que caracteriza um usuário dependente?
R _ É aquele que usa a droga compulsivamente, sem controle psicossocial. A droga eleita passa a ser o eixo de sua vida.
10 _ O que causa a dependência química?
R _ A dependência química se instala pelo encontro de 3 fatores básicos: a personalidade da pessoa, o produto (droga) que a pessoa usa e o contexto social/familiar que ela está inserida.
11 _ Se as drogas fazem mal, por que as pessoas consomem?
R _ Os motivos variam de pessoa a pessoa: curiosidade, para esquecer problemas, frustrações ou insatisfação, insegurança e busca de prazer. Porém, alguns dos que iniciam o uso poderão se comprometer gravemente.
12 _ Quais são os fatores de risco para uso ou abuso de drogas?
R _ A desinformação, a saúde deficiente, insatisfação com a qualidade de vida, personalidade vulnerável e o fácil acesso às drogas.
13 _ O que significa Prevenção Primária?
R _ Define-se como prevenção dirigida ao início do processo, informando e educando sobre as questões relacionadas com o uso de drogas.
14 _ O que significa Prevenção Secundária?
R _ Significa a prevenção que trata de desenvolver ações que possam impedir a transição do uso ocasional ao uso habitual.
15 _ O que significa Prevenção Terciária?
R _ É um trabalho individual ou coletivo com o usuário no sentido de recupera-lo e de integra-lo ao meio social.
16 _ De que forma os jovens podem participar de uma Prevenção ao uso indevido de drogas?
Observação: Esta resposta é para todos os participantes responderem em subgrupos ou individualmente, formando uma rede de ações preventivas que podem ser realizadas pelos jovens.



O RITUAL

Objetivo: Refletir sobre o ritual de uso de drogas e os aspectos sedutores envolvidos.
Duração: 20 minutos.
Material: Sala ampla, aparelho de som, fita cassete, balas e música: "Pour Elise" (instrumental) ou qualquer outra música instrumental.
Desenvolvimento:
O facilitador solicita aos participantes que se coloquem no canto da sala, de pé e em círculo.
Diz que vai lhes ensinar uma coreografia e necessita de ajuda dos mesmos para o aprendizado.

Explicação de coreografia: Dois passos para a direita, um para a esquerda, dois para a direita, abaixou e levantou. Após repetir várias vezes, pergunta se aprenderam.


A seguir, solicita aos participantes que façam a coreografia com música.
O grupo iniciará a coreografia, seguindo a cadência da música, repetindo até finalizar o som.
Enquanto ocorre a coreografia, o facilitador distribui uma bala, que está previamente desenrolada e sobre um prato, para cada umo dos participantes. os participantes, desviando a atenção da coreografia, pegarão as balas. O facilitador, após alguns segundos, irá sugerir ao grupo a trocarem de bala com o companheiro. Parar o jogo.
Observar:
Alguns participantes não pegam a bala.
Outros esquecem a coreografia e saem atrás da bala, que está no prato, na mão do facilitador.
Alguns trocam de bala com a maior facilidade.
Envolvimento com a coreografia, compromisso de acertar e aceitar.
Facilidades de aceitação da bala.
Sugestões para reflexão:
Ter o cuidado para que não seja obrigatória a troca de bala.
Usar balas tipo jujuba.
Encorajar um pensamento cuidadoso a respeito dos riscos do ritual da droga, e a ligação entre a troca de seringas e aids.









Dinâmicas de volta às aulas


Sugestões de atividades práticas:

  • Painel de boas vindas interativo:
Muitos professores do 1°ciclo do ensino fundamental passam horas desenhando murais e painéis para ornamentar a sala de aula. Já os docentes do 2°ciclo raramente se preocupam com isso. Sugerimos que haja um equilíbrio e que o acolhimento seja interativo e esteja presente em todas as classes.

A VIAGEM

Objetivos:
  • Levantar as expectativas dos alunos em relação ao ano letivo;
  • Acolher o novo grupo;
  • Ornamentar a sala de aula de maneira significativa.
Procedimento:
  • O professor afixa na parede da sala um painel com uma paisagem de fundo. No mesmo deve estar escrito: Sejam bem-vindos a viagem do saber!
  • A paisagem de fundo pode ser: marítima, celeste, florestal, etc..
  • A proposta é construir o painel com o grupo.
  • Sendo paisagem marítima, propor que cada aluno faça a dobradura de um barco e imaginem a viagem decorando-o livremente e escrevendo uma palavra ou frase o que espera alcançar durante a mesma, ou seja, quais são suas expectativas em relação ao ano letivo.
  • Sendo celeste podem ser confeccionados pequenos aviões de papel.
  • O fundo florestal permite que cada um escolha um animal ou planta com o qual se identifica e construa da mesma forma: dobrando, recortando, colando...
  • O importante é que os alunos expressem seus sentimentos e desejos. Com tudo pronto oportunizar um momento agradável onde cada um prenderá o que construiu no painel de boas-vindas interativo, apresentando-se à turma.


TEIA DE ARANHA


Objetivo:
  • Estimular o entrosamento entre os alunos.
Procedimentos:
  • Propor que os alunos fiquem em pé, forando um círculo.
  • Entregar um rolo de barbante ou cordão.
  • Solicitar um voluntário para iniciar a tarefa sugerindo que o mesmo escolha um membro do grupo para entregar uma outra parte do cordão e receber uma mensagem sua.
  • Sucessivamente um vai abrindo o rolo e entregando a um colega até que todos tenham recebido a mensagem e o cordão, formando assim a teia de aranha.
  • Em um segundo momento, com todos sentados levantar a questão: O que pode e não pode ter em nossa teia? Listar as opiniões dos alunos para a confecção de um painel de combinados da classe.
  • Para encerrar permitir que os alunos ilustrem o painel através de uma técnica artística: desenho, recorte, colagem, dobradura, etc...


QUE MÚSICA VOCÊ É?

Objetivo:

  • Propiciar a apresentação dos alunos de forma descontraída;
  • Levar os participantes a identificarem seus ritmos e gêneros musicas, assim como refletirem sobre a importância de respeitar as preferências alheias.
Procedimentos:
  • Solicitar aos alunos que escolham dentre as músicas que conhecem e gostam um trecho que, de alguma forma, o represente.
  • Cada um deve cantar o trecho escolhido para a turma.
  • O professor/dinamizador da atividade tem o papel de sondar se todos já ouviram aquela música, quem é o cantor(a), qual gênero musical, por que foi escolhida, se alguém não gosta, etc.
  • A regra é não repetir as músicas já apresentadas e respeitar as preferências dos colegas.
  • Com todos devidamente apresentados pedir que sistematizem no papel criando um cartaz de sua apresentação.
  • Com todos os cartazes prontos criar um painel para sala de aula: “Somos como músicas”.


ÁRVORE DOS SONHOS


Representar uma árvore no papel pardo ou cartolina; afixá-la no painel ou parede. Em cima da árvore, escrever uma pergunta relacionada com o assunto (pode ser sobre questões ambientais, regras de convivência, o ambiente escolar etc) que será tratado durante o bimestre, trimestre... Ex.: Como gostaríamos que fosse...?
Cada criança receberá uma "folha da árvore" para escrever seu sonho, o sonho é o que a criança espera que "aconteça de melhor" para o assunto em questão. Depois, pedir para cada criança colocar sua folha na árvore dos sonhos.
Obs: Esta atividade poderá ser retomada durante o período que for trabalhado o assunto, ou ao final do período para que haja uma reflexão sobre o que eles queriam e o que conseguiram alcançar.


DA CONFUSÃO À ORDEM
Estas atividades são ideais para que a criança perceba a necessidade da organização para o bom desempenho das atividades. O professor pode, a partir da fala das crianças, levantar algumas regras para a organização em sala de aula.
Pedir para que as crianças, todas ao mesmo tempo, cantarem uma música para o seu companheiro do lado (esta atividade gerará um caos); depois pedir a um aluno que cante a música dela para a classe. As crianças perceberão como o caos é desagradável e como a ordem tem um sentido.
O professor poderá levantar com as crianças outras situações vividas onde a organização é essencial.


O LAGO DE LEITE
(Despertar no aluno o prazer do trabalho em conjunto e a importância da ação individual na contribuição com o todo.O professor poderá falar um pouco sobre o trabalho na série, para que as crianças entendam a importância do envolvimento de todos para a realização do mesmo).
Em um certo lugar no Oriente, um rei resolveu criar um lago diferente para as pessoas do seu povoado. Ele quis criar um lago de leite, então pediu para que cada um dos residentes do local levassem apenas 1 copo de leite; com a cooperação de todos, o lago seria preenchido. O rei muito entusiasmado esperou até a manhã seguinte para ver o seu lago de leite. Mas, tal foi sua surpresa no outro dia, quando viu o lago cheio de água e não de leite. Em seguida, o rei consultou o seu conselheiro que o informou que as pessoas do povoado tiveram o mesmo pensamento: "No meio de tantos copos de leite se só o meu for de água ninguém vai notar..."
Questionar com as crianças: Que valor faltou para que a idéia do rei se completasse? Após a discussão é interessante que os alunos construam algo juntos, como por exemplo: o painel da sala. A sala pode ser decorada com um recorte que, depois de picotado, forma várias pessoas de mãos dadas, como uma corrente.